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Que horas ela volta? – lições sobre autoestima e empreendedorismo criativo

Pôster do filme Que horas ela volta? com a personagem Val em destaque

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🎬 Que horas ela volta? — autoestima, classe e o desejo de construir algo seu

Quem empreende de forma criativa sabe que, muitas vezes, o que está em jogo vai muito além do produto. Por trás de cada bordado, cada doce, cada peça feita à mão, existe uma história de superação, de invisibilidade, de resistência e, principalmente, de autoestima.

No filme Que horas ela volta? (2015), dirigido por Anna Muylaert e estrelado por Regina Casé, acompanhamos a trajetória de Val — uma mulher nordestina que se muda para São Paulo para trabalhar como empregada doméstica e proporcionar uma vida melhor para sua filha. O filme discute temas como classe social, limites invisíveis, autonomia e autoestima — e, sim, tem muito a ensinar para quem empreende.


1. O invisível que move o mundo

Val é eficiente, prestativa e gentil. Mas dentro da casa onde trabalha, ela é quase invisível. Mora nos fundos, come separada, e seu valor é sempre medido por quanto serve aos outros.

Esse sentimento é comum entre muitos criativos e artesãos que iniciam seus negócios. Pessoas que, mesmo com talento, se sentem deslocadas, desvalorizadas ou sem “permissão” para ocupar certos espaços. Quantas vezes você já sentiu que o seu trabalho não era levado a sério por não ter “cara de empresa”?

➡️ O primeiro passo é reconhecer o próprio valor — mesmo que ainda não seja reconhecido por todos.


2. Quando autoestima vira resistência

A virada acontece com a chegada de Jéssica, filha de Val, que vem prestar vestibular para arquitetura e recusa o papel de submissa que a mãe naturalizou. Ela ocupa a casa com outra postura: senta à mesa com os patrões, fala com firmeza e não se encolhe.

Essa diferença gera tensão, mas também inspiração. Jéssica mostra o que Val poderia ser se tivesse tido outras oportunidades — ou coragem.

No empreendedorismo solo, isso aparece quando você começa a cobrar o preço justo, a recusar trabalhos que te exploram ou a se apresentar como marca — mesmo sem CNPJ. Isso é autoestima em ação.


3. A herança emocional de quem começa com pouco

Val representa uma geração que foi ensinada a “não incomodar”, a “ficar feliz só por estar ali”. Muitos criadores também carregam esse legado: sentem culpa por cobrar, têm medo de parecer metidos ao mostrar seu trabalho ou acreditam que “ninguém vai pagar por isso”.

O filme não aponta culpados, mas mostra que esse sentimento é estrutural. E que sair dele exige apoio, coragem e consciência.


4. Empreender é romper cercas simbólicas

Um dos momentos mais fortes do filme é quando Val decide tomar café da manhã na mesa da casa dos patrões. Ela está com vergonha, mas determinada. É um gesto simbólico, mas que mostra que ela não aceita mais ser limitada.

No empreendedorismo criativo, esse gesto pode ser:

  • Se inscrever numa feira que sempre achou “grande demais”

  • Enviar seu portfólio para uma loja que admira

  • Mudar o discurso do “faço umas coisinhas” para “sou criadora de produtos artesanais”

Não são só ações externas, mas mudanças internas de postura e posicionamento.


5. Autoestima empreendedora não se constrói sozinha

Se Val começa o filme acreditando que “se a gente abaixar a cabeça, tudo dá certo”, ao final ela descobre que é possível sonhar e construir algo próprio. Ela decide sair da casa onde sempre serviu e abrir o próprio negócio.

Esse final inspira porque mostra que empreender é possível mesmo sem herança, sem apoio, sem status. Mas também porque mostra que autoestima não é mágica — ela é cultivada na prática, com pequenos atos de afirmação diária.


✊ Para quem vive o empreendedorismo criativo na pele

Esse filme dialoga diretamente com:

  • Mulheres que começaram empreendendo para “ajudar em casa” e hoje querem independência

  • Pessoas que lidam com a culpa de querer mais

  • Criadores que não se sentem à vontade em ambientes “sofisticados”

  • Gente talentosa que ainda se sabota por medo de ser julgado

Se esse é seu caso, saiba: seu trabalho importa. Sua história é válida. Seu lugar existe — e você não precisa pedir permissão para ocupá-lo.


📚 Livro recomendado

A coragem de ser imperfeito – Brené Brown
Um clássico sobre vulnerabilidade, vergonha e autenticidade. Ideal para quem sente que não é “bom o bastante” para empreender ou se posicionar.
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✅ Conclusão

O filme Que horas ela volta? não é sobre empreendedorismo no sentido direto. Mas é sobre o que antecede o ato de empreender: autoestima, consciência e vontade de construir algo próprio. E isso tem tudo a ver com quem decide transformar talento em renda.

Se você também vem de um lugar que te ensinou a não incomodar, talvez esteja na hora de tomar um café na mesa principal — no seu ritmo, com seu projeto, do seu jeito.


Comece por aqui:

☑️ Mude seu discurso: pare de diminuir o que faz
☑️ Compartilhe seu trabalho com orgulho nas redes
☑️ Estude precificação e cobre de forma justa
☑️ Busque apoio — ninguém empreende bem sozinho

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